[BLOG] Pensar global e agir local

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[BLOG] Pensar global e agir local


A frase icônica relacionada a questões de sustentabilidade “pensar global, agir local” acabou por tornar-se um lema, uma espécie de dogma, e dos bons, do século XXI. Tive meu primeiro contato com ela na aula de Direito Ambiental, que por sinal é a mais interessante do curso todo, e não pude perder a oportunidade de escrever um post sobre a questão. Percebi, ainda mais, que muitos dos posts aqui do blog têm uma relação natural e involuntária com o vital tema do meio ambiente e tudo que está ligado à nossa casa planetária.

A mencionada relação natural das minhas publicações com o tema do meio ambiente é encontrada na defesa da descentralização social e econômica, assim como no incentivo à tomada de consciência de nossa responsabilidade individual perante as relações sociais, desde familiares até uma eleição para senador.

Quando eu era pequeno, lembro de uma aula na escola onde a professora falou que as crianças eram as modificadoras da forma como a sociedade vê o meio ambiente. Segundo ela, os pequenos recebem a educação na sala de aula, chegam em casa e pedem para, por exemplo, que o lixo reciclável seja separado, e dessa forma alteram a forma como toda a família encara o tema, criando uma reação em cadeia, espalhando as ideias de sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Este exemplo ilustra o título do post, a mudança de uma pessoa afeta uma próxima, e assim por diante. Não devemos querer mudar o mundo antes de mudarmos a nós mesmos, a sociedade é formada indivíduos, as coletividades são formadas por indivíduos, e cada um deles precisa ter a consciência de que faz parte de um todo, não só formado por pessoas, mas parte de todo o ciclo da vida na ecosfera terrestre.


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Estamos tão habituados a viver em cidades, onde o máximo de natureza com a qual temos contato são cachorrinhos e árvores, que nos consideramos a parte do resto do planeta, não conseguindo, assim, ver a conexão, na prática, que existe entre sua separação de lixo e uma baleia no oceano ou uma árvore na Amazônia. Em verdade, tudo está intimamente conectado, numa cadeia fechada. O meio ambiente não é apenas fauna e flora, mas tudo que está compreendido, vivo ou não, na ecosfera, desde a raposa até o rio, da montanha à geleira, de você ao deserto.

Esta teia de interdependências nos leva a questionar o que raios leva um ser humano moderno, com acesso à internet (e todo o conhecimento do mundo, literalmente), a desprezar a importância de preservação e conservação ambiental. A única explicação que eu consigo encontrar é: Imoralidade individualista e tudo que este conceito traz consigo.

Um ente humano recolhe seu lixo e queima. Outro ente humano joga sua embalagem pela janela do carro. Uma porção de entes humanos cometem um crime rompendo uma barragem de mineração. Mais um ente humano prejudica órgãos de fiscalização ambiental. Um último exemplo de ente humano compra uma banana descascada numa bandeja de isopor coberta por plástico. O que todos estes casos têm em comum? A imoralidade individualista.

Considerando uma lógica moral onde a motivação do ato é o fundamento que embasa a análise sobre se uma ação é boa ou ruim, e não deixando de lado a finalidade deste mesmo ato, percebemos que o individualismo é, talvez, o maior vilão da história. Todos os exemplos citados ali em cima têm como motivação o conforto e o benefício individual, e como finalidade uma espécie de aplicação turva do princípio esquisito da “lei do menor esforço”. Ações imorais visando o bem-estar único daquele que realiza tal ação, imoralidade individualista, pois, repito, vivemos num planeta e fazemos parte de uma teia, onde estamos conectados desde o vizinho até o pinguim na Antártida. Impossível uma ação humana ser moral se esta não levar em conta que ela pode afetar terceiros, humanos ou não.

Em verdade e urgência, o planeta Terra, único que temos para viver, não precisa de nós, humanos, pelo contrário, ele estaria muito melhor sem pessoas o destruindo, no entanto nós precisamos do planeta, embora finjamos que não. Somos tão focados nos assuntos imediatistas, consumistas e materialistas que esquecemos que, se as florestas não estiverem bem, e não estão, se os oceanos não estiverem bem, e também não estão, um dia todo este descaso com nossa única casa no Sistema Solar baterá a nossa porta, e se este dia chegar, não adiantará mais um post como este.


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O título do teu post já diz tudo. Quando nós pensamos macro e começamos a agir no micro, a tendência (aliadas a diversos fatores como força de vontade, persistência, determinação, paciência e tantos outros) é que tudo ganhe a proporção imaginada inicialmente.

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Com certeza! Mudanças sociais, políticas e pessoais são coisas que levam muito tempo, e temos que ser realistas começando com pequenos atos, para que eles germinem, como árvores que se iniciam como sementes! :D

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